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Posts Tagged ‘Alain Prost’

Kristensen será o comissário da FIA em Melbourne

Dinamarquês ocupa posto que foi do tetracampeão Prost no GP do Bahrein

Depois de Alain Prost no Bahrein, a FIA convocou outro piloto para exercer a função de comissário no GP da Austrália, segunda etapa do Mundial de F-1, marcada para este domingo.

A entidade anunciou que o dinamarquês Tom Kristensen, octacampeão das 24 Horas de Le Mans, será o consultor do grupo de comissários da corrida em Melbourne.

Kristensen correu de DTM até o ano passado, e, em 2010, se concentrará em algumas etapas da Le Mans Series, além da tradicional prova de 24 horas sempre competindo pela montadora alemã Audi.

De acordo com a imprensa especializada, os próximos nomes que estão na lista de espera são Damon Hill, Nigel Mansell, Emerson Fittipaldi, Johnny Herbert e Alexander Wurz.

[Fonte: tazio.uol.com.br] - Autor: Da Redação  - Foto: Google

[Foto] Fãs prestam homenagens no túmulo de Ayrton Senna, em São Paulo

Tricampeão mundial da Fórmula 1 completaria neste domingo 50 anos

Fãs de Ayrton Senna foram neste domingo ao túmulo do tricampeão mundial da Fórmula 1, no Cemitério do Morumbi, em São Paulo. Se estivesse vivo, o piloto completaria 50 anos neste dia 21 de março de 2010.

[Fonte: globoesporte.globo.com] - Autor: AgNotícias - Foto: Google

Senna, 50: Os maiores personagens de sua carreira

Ayrton Senna durante o GP da Itália de 1990Ayrton Senna durante o GP da Itália de 1990

Por Luis Fernando Ramos, colunista do Tazio

Prost, Hill, Berger e Rubens falam sobre a perda do tricampeão, morto em 1994

Um suspiro, um olhar no vazio. É esta a reação que a maioria dos entrevistados teve quando solicitados a dizer o que vem à cabeça quando pensam hoje em Ayrton Senna.

Para se ter uma ideia do legado do piloto na F-1, fomos no paddock do circuito do Sakhir escutar os personagens que tiveram um papel importante na vida do tricampeão. Depoimentos espontâneos, que falam de respeito, admiração e saudade.

O rival
É uma pergunta muito difícil. São tantas coisas que vêm à cabeça. Pensando hoje, é claro que seria muito bom tê-lo aqui, nessa festa especial dos 60 anos da F-1. O que une todos os que estão aqui? Todos nós tivemos sucesso, porque fomos campeões, e temos amigos que se machucaram ou morreram. Quando olhamos nos olhos uns dos outros, pensamos como é bom estar aqui para lembrar de tudo o que aconteceu. Hoje, penso no Ayrton dessa forma, ele é parte do esporte e parte destes pilotos que tiveram azar neste esporte.

(Alain Prost, 55 anos, francês, enfrentou Ayrton Senna nas pistas em nove temporadas entre 1984 e 93, divindo com ele a equipe McLaren em 1988 e 89)

O amigo
Quando penso no Ayrton hoje? Penso no melhor piloto de todos os tempos. Acho que isso já diz tudo.

(Gerhard Berger, 50 anos, austríaco, foi companheiro de Senna na McLaren de 1990 a 92 e um dos maiores amigos do brasileiro na F-1)

O companheiro de equipe
Ayrton era um indivíduo único. Tinha um comprometimento enorme com a competição e a pilotagem. Era por si só um homem especial. Quando eu penso nele, penso na sua perda, no sentido da tragédia de não tê-lo visto continuar. E também no seu legado, no seu enorme espírito, não só o da competição, mas o de assuntos além da F-1.

(Damon Hill, 49 anos, inglês, companheiro de equipe de Senna nas três provas que o brasileiro disputou no Mundial de 1994 pela Williams)

O pupilo
O Ayrton era uma pessoa jovem, eu não consigo imaginar o Ayrton como seria hoje, se estaria careca… Eu vejo de um lado pessoal, sempre lembro dele sorrindo e é essa imagem que permanece para mim. Provavelmente ele não estaria pilotando mais, mas com certeza teria conseguido mais títulos para o Brasil
.

(Rubens Barrichello, 37 anos, brasileiro, conquistou seu primeiro pódio na F-1 uma corrida antes do GP de San Marino de 1994 e está na categoria até hoje)

O sobrinho
Eu penso nele como meu tio. Mas é claro também que o vejo como uma inspiração e uma referência. Sempre me inspirei nele desde pequeno e aprendi muito com a maneira que ele tinha de encarar o automobilismo. Mas não tive que mudar o jeito que eu sou para isso, a família tem muito dessa natureza e acho que isto está funcionando bem para mim
.

(Bruno Senna, 26 anos, brasileiro, começou no kart por influência e com o suporte do tio Ayrton Senna. Fez sua estréia na F-1 no último final de semana)

O fisioterapeuta
Ainda me sinto muito ligado à família Senna. Ainda que não nos encontremos muito, mas isso não importa. Gostaria de voltar a encontrar Dona Neide, Milton. É algo difícil de explicar, mas você pode imaginar. Foi um período tão positivo que passei com ele, com aquele caráter, isso foi uma parte muito importante da minha vida. Sobre o que vem à cabeça quando penso no Ayrton… É uma energia muito grande, não há uma única característica que se possa destacar nele. Há um todo. Ele não pilotava só para si ou pelo dinheiro, mas queria vencer para o país, dar alegrias para as pessoas do país. Era uma paixão muito profunda nele, que não era de maneira nenhuma fingida. Era verdadeira e os torcedores sentiam isto. Acho que cada brasileiro conseguia sentir isso e se identificar com uma pessoa que era especial, mas era um igual a eles, não importando se era um jovem ou um velho, um rico ou um pobre. Era algo especial. Estou há tanto tempo na categoria, já vivi tanta coisa mas, quanto mais os anos passam mais eu percebo como ele era uma personalidade especial e eu até sinto uma ponta de orgulho por ter participado um pouco dessa história
.

(Joseph Leberer, 52 anos, austríaco, foi o fisioterapeuta de Ayrton Senna de 1988 a 1994 e era a pessoa no paddock da F-1 em quem o brasileiro mais tinha confiança)

O mecânico
A primeira coisa que eu penso é que é uma pena não tê-lo mais com a gente, especialmente agora que temos a volta de Schumacher, um piloto que quebrou tantos recordes e estabeleceu marcas que nunca serão superadas. Acho que todos estes recordes não teriam acontecido se Ayrton ainda estivesse correndo. Schumacher teve um pouco mais de facilidade porque em sua época não havia rivais tão fortes como na época do Ayrton não porque ele quis assim, mas porque as coisas aconteceram dessa maneira. Nos tempos de Senna havia pilotos de muita qualidade, como Prost, Mansell e Piquet, em carros bons também. Mas, antes de tudo, todos perdemos essas disputas incríveis que aconteceriam entre Senna e Schumacher. Sim, é uma pena. O que Ayrton faria agora? Não sei, seria um chefe do esporte no Brasil… Estaria de alguma forma ajudando ao Brasil, era muito patriota, tinha muito orgulho de seu país e, como todos sabemos, vocês brasileiros perderam muito com a morte dele. Ele se foi jovem demais.

(Jo Ramirez, 68 anos, mexicano, era o mecânico-chefe da equipe McLaren na passagem de Ayrton Senna pela equipe e um de seus grandes amigos na categoria)

[Fonte: tazio.uol.com.br] - Autor: Da Redação  - Foto: Google

Salvo por Senna em 1992, francês ainda se emociona ao falar do tricampeão

Por Thiago Arantes, colunista do ESPN

O francês Erik Comas disputou 59 GPs de Fórmula 1 entre 1991 e 1994. Na principal categoria do automobilismo, ele nunca se destacou – jamais brigou por títulos e teve como melhor resultado um quinto lugar. Comas, entretanto, orgulha-se de uma conquista que considera muito maior do que qualquer troféu: virou amigo de Ayrton Senna, ao contrário de seu compatriota Alain Prost, maior rival do brasileiro.

Às vésperas do dia em que o brasileiro completaria 50 anos, Comas ainda se emociona ao lembrar da amizade entre ambos. Uma relação que começou logo na primeira corrida do francês na Fórmula 1. Senna foi um dos únicos pilotos que me deu as boas-vindas no primeiro GP do ano. Eu fiquei impressionado: de repente, Ayrton Senna estava diante de mim, dando-me parabéns pelo meu título da F-3000, lembra o ex-piloto, em entrevista ao ESPN.com.br.

Mas não foi a recepção amistosa de Senna que criou um vínculo até hoje existente entre ambos. Em 1992, durante os treinos para o GP da Bélgica, Comas perdeu o controle de sua Ligier e bateu. O carro ficou atravessado na pista, e Senna – que passava pelo local no momento – parou sua McLaren e desligou o motor do carro do francês.

Sem a ajuda de Senna, eu teria morrido porque minha Ligier explodiria. Ayrton parou para me ajudar, quando meu próprio companheiro de equipe já havia passado reto. Ele tinha um coração sensacional, afirma Comas, que raramente fala sobre o assunto. Passei mais de dez anos sem falar sobre o meu acidente ou a morte de Senna.

Veja abaixo o acidente descrito por Erik Comas

Apesar de não ter falado muitas vezes sobre o acidente que matou o amigo, Comas lembra-se com detalhes do dia 1º de maio de 1994. Ele fui o único piloto que não participou da relargada do GP de San Marino, após a colisão de Senna na Tamburello. Quando soube do que havia acontecido, foi com sua Larrousse até o local do acidente e desceu do carro.

Fui o último piloto a ver Ayrton na pista, enquanto ele recebia assistência médica ao lado do carro. Depois entrei na ambulância e fiquei ao lado do capacete dele. Ali senti que ele tinha morrido. Fiquei arrasado porque não pude fazer por ele o que ele fez por mim, rememora Comas. Enquanto o francês voltava para os boxes de carona com a ambulância, Senna era levado de helicóptero para o Hospital Maggiore, em Bolonha, onde foi confirmada sua morte.

Após aquela prova, Comas prometeu que jamais voltaria a disputar uma corrida de Fórmula 1. Mudou de ideia e, duas semanas depois, estava no grid para a prova de Mônaco. No fim daquele ano, contudo, a tristeza o levou a desistir. No GP do Japão, eu vi que não conseguiria esquecer que estava em um esporte assassino, e que meu amigo tinha morrido no dia 1º de maio.

Longe da Fórmula 1, Comas passou a disputar provas de Turismo, colecionando vitórias no automobilismo japonês. Atualmente, coordena uma empresa ligada a automobilismo clássico e acompanha a carreira do filho, Anthony Comas, na F-BMW Inglesa.

[Fonte: espnbrasil.terra.com.br] - Autor: Flavio Gomes - Foto: Google

Prost repetirá experiência de ser comissário da F-1

Fittipaldi, Hill, Wurz, Frentzen e Herbert devem fazer o mesmo neste ano

O tetracampeão Alain Prost, que foi comissário de prova no GP do Bahrein, deve repetir a experiência em mais corridas.

O ex-piloto francês participa de uma iniciativa proposta por Jean Todt, presidente da FIA, de chamar ex-competidores ou pessoas que entendam do assunto para ajudar a melhorar a categoria.

Foi um experimento. Veremos como as coisas se saem, afirmou Prost. Farei isso por três ou quatro vezes nesta temporada, completou o francês, à revista alemã Auto Motor und Sport.

A publicação disse, ainda, que o bicampeão Emerson Fittipaldi também deve atuar como comissário neste ano, bem como o campeão de 1996, Damon Hill, Alex Wurz, Heinz-Harald Frentzen e Johnny Herbert.

[Fonte: tazio.uol.com.br] - Autor: Da Redação  - Foto: Google

Chefe diz que desentendimentos entre Hamilton e Button serão inevitáveis

Martin Whitmarsh e Lewis Hamilton

A despeito das recentes declarações de Lewis Hamilton e Jenson Button, que garantem manter uma relação harmoniosa, o chefe da McLaren, Martin Whitmarsh, admitiu que será inevitável um estranhamento este os dois ingleses na temporada 2010.

Em algum momento, um deles vai se sentir desconfortável porque está sendo batido pelo outro, analisou o dirigente, cuja maior preocupação é evitar a guerra que se instalou no time em 2007, quando Hamiltonm e Fernando Alonso brigaram tanto que o time perdeu para a Ferrari um título que tinha em mãos.

A McLaren tem tradição em duplas explosivas. Uma delas, inclusive, envolveu o brasileiro Ayrton Senna, que passou tempos bastante conturbados ao lado de Alain Prost.

Lewis, entretanto, assegura que vai fazer o possível para se controlar. Não posso vencer o Mundial de Construtores sozinho para a McLaren. Preciso de um companheiro que seja o mais forte possível. Não tenho dúvidas de que será difícil bater Jenson. Quando ele vencer, tenho que chegar em segundo e vice-versa, comentou.

[Fonte: espnbrasil.terra.com.br] - Autor: ESPN - Foto: Google

Campeão de 2008 se diz um dos responsáveis pela chegada do britânico

Lewis Hamilton na apresentação oficial do McLaren MP4/25 – 29Jan2010

Lewis Hamilton, piloto da McLaren, afirmou aos repórteres presentes em Woking, após a apresentação do chamativo MP4/25, que sugeriu a contratação de Jenson Button a Martin Whitmarsh, chefe da escuderia.

Algo que você não sabe é que eu realmente chamei Whitmarsh e disse: “E Jenson?”. Isso foi antes de eles iniciarem as negociações“, disse o campeão mundial de 2008.

Whitmarsh, por sua vez, confirmou as palavras de Lewis e destacou a boa relação que os dois últimos campeões mundiais vêm tendo dentro da escuderia, desde a chegada do ex-piloto da Brawn.

Enquanto avaliávamos o mercado de pilotos, algo que fizemos durante algumas semanas, Lewis foi consistentemente positivo sobre Jenson. Eles têm um grande respeito um pelo outro e já estão se dando bem, o que parece bem claro, hoje.

Button também reconheceu que conversou com Hamilton a respeito da McLaren, mas assegurou que todos os encontros com seu compatriota para falar a respeito do assunto não indicavam uma possível transferência atual campeão do mundo para a tradicional equipe britânica.

Falamos um pouco sobre isso em Abu Dhabi e no Brasil, mas não sobre eu estar aqui, comentou o inglês. Eu estava interessado, mas sendo muito intrometido. Não achei que existia essa opção, nunca pensei nisso.

Mas, obviamente, sua mentalidade muda quando você consegue algo pelo qual você lutou a vida inteira. Você procura novos desafios.

Por fim, Hamilton mostrou-se satisfeito com a chegada de Button e garantiu que a McLaren só tem a ganhar com dois pilotos competitivos, rechaçando a possibilidade de ocorrer dentro do time um relacionamento interno tão complicado quanto o dele próprio com Fernando Alonso, em 2007, ou entre Ayrton Senna e Alain Prost, entre 1988 e 1989.

Ele é o atual campeão mundial. Pessoalmente, nunca pensei que teria vida fácil com ele. Quero o melhor companheiro de equipe possível, para que ele possa marcar pontos ao meu lado.

Quando ele estiver vencendo, eu tenho que terminar em segundo lugar, e vice-versa. Não posso ganhar o Campeonato de Construtores sozinho, então preciso ter o companheiro de equipe mais forte possível. Não havia muitos pilotos que a equipe pudesse escolher, completou.

[Fonte: tazio.uol.com.br]