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Especial Senna: O que o tricampeão faria se estivesse vivo aos 50 anos?

Ayrton Senna faria 50 anos no domingo, dia 21 de março. O acidente na Tamburello, em 1º de maio de 1994, impediu que o piloto brasileiro chegasse à data, para comemorar meio século de vida. Senna morreu com três títulos de Fórmula 1, 41 vitórias e 65 poles – um recorde até então na categoria.

Nas pistas, o brasileiro deixou projetos inacabados. Um deles, alcançar a marca de cinco títulos, do argentino Juan Manuel Fangio. Outro, pilotar pela Ferrari e quebrar o jejum de títulos da equipe italiana. Um terceiro, superar o número de vitórias de Alain Prost, que encerrou a carreira com 51 triunfos.

Longe dos autódromos, Senna também começava a traçar novos caminhos. Como empresário, tinha negócios com a Audi e preparava o lançamento de sua marca. Mas seu grande projeto era o Instituto Ayrton Senna, lançado meses antes do acidente em Ímola.

A morte de Senna foi mais que um ponto final na vida de um dos maiores pilotos de todos os tempos. Ela criou uma série de interrogações. Afinal, Senna venceria o duelo recém-iniciado com Michael Schumacher? Quando e em que condições encerraria a carreira? Tentaria casar-se pela segunda vez e ter filhos?

Entre tantas interrogações, o ESPN.com.br tentou responder pelo menos uma. Ouvimos pessoas que estiveram – e ainda estão – ligadas ao tricampeão, sempre com a mesma pergunta:

Como seria e o que faria Ayrton Senna aos 50 anos?

Jo Ramirez, coordenador da McLaren entre 1984 e 2001, e grande amigo de Senna:
Eu sempre vou imaginar que Ayrton terminaria sua carreira e voltaria a morar no Brasil, em alguma posição que lhe permitisse ajudar as pessoas do país. Ele tinha muito orgulho de ser brasileiro e continuaria tentando colocar o país no mapa. Eu também não me surpreenderia se ele tivesse um cargo no governo. Ele era uma pessoa brilhante e fazia tudo muito bem. Acho que seria bem sucedido em qualquer caminho que optasse por seguir”.

Erik Comas, piloto de Fórmula 1 entre 1991 e 1994:
Ayrton teria pilotado por muito tempo ainda, seguidamente, sem essa de anunciar aposentadoria e depois voltar. Ele pilotaria enquanto tivesse condições de vencer. Depois, acho que passaria mais tempo no Brasil, procurando e ajudando novos talentos. Também acho que ele teria deixado o automobilismo mais filantrópico, organizando corridas beneficentes para ajudar os países mais pobres. As pessoas só ficam velhas quando não têm mais planos, e ele jamais ficaria velho. Mas infelizmente, morreu jovem demais
.

Maurício Gugelmin, piloto de Fórmula 1 entre 1988 e 1992:
Provavelmente seria um grande empresário na área automobilística e paralelamente estaria ajudando os mais necessitados. Ayrton seria uma personalidade muito importante mundialmente, que estaria com vergonha dos políticos do seu próprio país, pois amava muito o Brasil.

Flavio Gomes, comentarista dos canais ESPN, cobriu a F-1 entre 1988 e 2005:
Acho que estaria cuidando da carreira do Bruno. Não sei se estaria correndo de alguma coisa, ainda. Talvez uma prova ou outra das clássicas, como Sebring, Le Mans… E certamente estaria à frente de sua fundação
.

Ernesto Rodrigues, autor da biografia “Ayrton Senna – O Herói Revelado”:
É obviamente puro palpite, mas acredito que Ayrton teria um comportamento semelhante, até certo ponto, ao do Schumacher: parar e ficar por perto. Depois, descobriria, como o alemão, que a ideia é simplesmente uma tortura sem sentido. Diferentemente do Schumacher, porém, acho que ele não voltaria. Partiria para a vida de empresário, que ele já estava preparando com entusiasmo e competência na época em que morreu. E seria, como sempre, radical: desapareceria completamente do paddock e do noticiário sobre Fórmula 1
.

Lucas di Grassi, piloto da equipe Virgin na Fórmula 1:
O Ayrton continuaria sendo um exemplo de dedicação por seu amor ao esporte e por sua habilidade como empreendedor. Acho que ainda hoje ele estaria envolvido com algum projeto no automobilismo, como dirigente de alguma equipe, ou até mesmo como comentarista de Fórmula 1. Certamente, ele estaria ampliando as atividades do Instituto Ayrton Senna, como a Viviane faz há mais de dez anos. Além disso, pode ter certeza de que o Bruno teria em seu tio um grande mentor e gerenciador de sua carreira, tendo ajudado em todos os passos no automobilismo até a Fórmula 1
.

Karun Chandhok, piloto da Hispania e companheiro de Bruno Senna na Fórmula 1:
Eu acho que ele estaria morando no Brasil, cuidando do Instituto Ayrton Senna e exercendo um papel de embaixador do esporte no país, como o Emerson Fittipaldi fez por muito tempo. E também creio que seria o empresário e mentor da carreira do Bruno.

[Fonte: espnbrasil.terra.com.br] - Autor: ESPN/Thiago Arantes - Foto: Google
  1. José Benedito Silva Pinto
    2010/04/30 às 16:30

    SENNA AINDA É O MAIOR DOS CAMPEÔES DA FÓRMULA .1

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