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Petrobras confirma negociações com a Lotus, mas diz que ainda não assinou contrato

Empresa pode voltar à F-1 como fornecedora de combustível e lubrificantes da equipe

Lotus de Kovalainen foi a única dos novos times que terminou o GP do Bahrein
A Petrobras confirmou nesta terça-feira (16) que negocia um acordo com a equipe Lotus para voltar à Fórmula 1 como fornecedora de combustível e lubrificantes, mas negou que o contrato já esteja assinado.

Segundo a coluna desta terça de Ancelmo Góis, do jornal O Globo, a estatal vai aparecer nos carros do italiano Jarno Trulli e do finlandês Heikki Kovalainen a partir do Grande Prêmio da Espanha, quinta etapa do Mundial, no dia 9 de maio – é a primeira corrida europeia do calendário.

A assessoria de imprensa da Petrobras negou o acerto e disse que a empresa negociou com sete equipes da categoria, entre elas a grande McLaren e a novata Hispania (quando esta ainda se chamava Campos), do brasileiro Bruno Senna. A proposta da Lotus, no entanto, foi a que mais agradou. A definição deve sair em torno de 15 dias, segundo a assessoria.

A meta da empresa é retornar à F-1, onde foi parceira da Williams por dez anos, entre 1998 e 2008. No fim daquela temporada, a Petrobras deixou o time inglês e iria assinar contrato de fornecimento com a Honda, mas a montadora japonesa, subitamente, abandonou a categoria. A estatal, por sua vez, resolveu esperar para acertar com outra escuderia.

Na F-1, a Petrobras entra em concorrência direta com outras petrolíferas, como Shell (parceira da Ferrari), Petronas (Mercedes), Mobil (McLaren) e Elf (Renault). As empresas utilizam a categoria para o desenvolvimento técnico de seus produtos e também como vitrine para a exposição da marca.

A Lotus, chefiada pelo empresário malaio Tony Fernandes, dono da companhia aérea AirAsia, é uma das três equipes novas da F-1 em 2010. Apesar do nome, ela não tem ligação efetiva com a antiga escuderia do brasileiro Emerson Fittipaldi, que competiu na categoria entre 1958 e 1994 e ganhou sete Mundiais de Construtores.

No primeiro GP do ano, no Bahrein, no domingo (14), a equipe largou na 20ª e 21ª posições, cerca de seis segundos mais lenta do que o pole position Sebastian Vettel (Red Bull). O carro de Kovalainen, no entanto, foi o único das novatas que terminou a prova, na 15ª posição, a duas voltas do vencedor Fernando Alonso (Ferrari).

[Fonte: esportes.r7.com] - Autor: Marcelo Freire/R7 - Foto: Google
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