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As expectativas de quem entende de F1

Felipe Massa e Fernando Alonso deverão travar o duelo mais esperado do ano

Opiniões de jornalistas e comentaristas sobre a F-1 2010

Segundo o site “Tazio”, estas são as opiniões do jornalistas e comentaristas da Formula 1. Tazio procurou um time de primeira linha pra dizerem o que esperam da temporada que inicia no domingo(14). Confira:

Odinei Edson, locutor da Rádio Bandeirantes

Esta temporada deve ser bem legal. A expectativa maior fica em torno de Michael Schumacher, do tempo que ele vai demorar para acertar o ritmo e ficar em ponto de bala. Também estou ansioso para acompanhar a briga entre Massa e Alonso. Ele vai ter trabalho. Já Rubens Barrichello vai cumprir o papel dele de andar no meio do pelotão e beliscar um pódio quando der. Lucas Di Grassi, se conseguir completar corridas e somar pontos já estará no lucro, enquanto o Bruno Senna, se estiver no grid, será ótimo. Também será interessante ver os pilotos correrem de tanque cheio. Isso vai mostrar novamente o perfil de cada piloto, pois ele terá de conservar pneus e freios e lidar com um carro que vai mudar muito de comportamento durante a corrida. Quem conseguir lidar bem com isso estará bem à frente dos outros.

Luiz Alberto Pandini, blogueiro do Tazio

Minha opinião não mudou. Como em 2003, ano 1 do processo de descaracterização iniciado pela FIA, continuo achando o regulamento esportivo da F- 1 uma merda. É verdade que alguns paliativos foram introduzidos de lá para cá, como a adoção do atual formato de definição do grid de largada em 2006 e a nova pontuação que entrará em vigor neste ano. Mas são apenas isso: paliativos. Não consertam o estrago feito pelo Sr. Max Mosley e seus asseclas.

Feita a ressalva, acho que a temporada vai ser interessante. Principalmente pelo fim dos reabastecimentos e pela presença de quatro campeões mundiais em carros que, teoricamente, serão competitivos. Meu palpite para a briga pelo título: Alonso na Ferrari, com oposição de Hamilton na McLaren. Quanto a Schumacher, tenho certeza de que vencerá corridas. Pode ser campeão, mas apostaria menos fichas nele do que em Alonso e Hamilton.

Bruno Vicaria, editor do Tazio

Quando era pequeno, costumava brincar de imaginar duplas dos sonhos em cada temporada. Neste ano, decidiram fazer esta brincadeira e o resultado ficou melhor que a encomenda. Hamilton e Button, Massa e Alonso, Schumacher e Rosberg (vá lá, é o Rosberg errado, mas, mesmo assim, é uma briga caseira e importante), Vettel e Webber… São oito pilotos de ponta em carros igualmente favoritos a vitórias. Já o resto brigará por unhas e dentes para ficar com as duas últimas posições da zona de pontos. Tudo isso com um ingrediente interessante: o fim do reabastecimento, que vai mostrar o real talento de cada um. Que chegue logo o domingo!

Alessandra Alves, comentarista da Rádio Bandeirantes e blogueira do Tazio

É possível que a temporada de 2010 da F-1 nem traga tantas mudanças para a categoria como aconteceu no ano anterior. Aliás, nunca houve um ano como 2009 e provavelmente nunca haverá – com uma equipe estreante campeã que, por sinal, deixou de existir ao fim do campeonato. No entanto, 2010 começa como a temporada de maior expectativa dos últimos anos, por várias razões.

A última grande sacudida na F-1 começou a se delinear em 2008, quando aprovado o novo regulamento técnico que varreu a maior parte dos apêndices aerodinâmicos dos carros para 2009. Uma nova ordem se instalou a bordo dos modelos “clean” e dos polêmicos difusores duplos da Brawn GP (também usados, sem o mesmo brilho, diga-se, por Toyota e Williams). Sem a Honda, sem certezas, a Brawn GP foi à pista em Barcelona ao cair do pano da pré-temporada e deixou a F-1 de queixo caído, ditando no teste coletivo a rotina das sete primeiras corridas da temporada. A F-1 dobrou uma esquina em 2009, começou do zero, embaralhou as cartas. Isso não deve acontecer em 2010.

2009 foi revolução. 2010, evolução. A mudança técnica mais importante para este ano é o fim do reabastecimento, cujo principal impacto na configuração dos carros está no aumento do tanque de combustível. Para acomodar 235 litros, e não mais 120, a distância entre-eixos dos carros também aumentou. Mexe na aerodinâmica, mas não com a relevância do ano passado. Os testes desta pré-temporada não fizeram nenhum queixo cair. A F-1 deve ser mais “conservadora” neste ano, no sentido de manter favoritas as equipes que terminaram 2009 à frente, ou as que praticamente abandonaram o último campeonato antes de seu término e focaram no desenvolvimento dos carros para 2010.

As mudanças mais significativas, no entanto, não se encontram no campo técnico, mas esportivo. A mudança na pontuação vai fundir a cabeça de todos nos primeiros tempos. Aquelas continhas simples, distribuindo 10 pontos, 8, 6, 5, 4, 3, 2 e 1 para os oito primeiros? Esquece. Habitue-se a 25, 18, 15, 12,10, 8, 6, 4, 2 e 1 para os dez primeiros. Confuso, mas sempre pode piorar. Podem voltar os descartes, podem premiar pela pole, pelo maior número de voltas na liderança, por liderar a prova correspondente ao dia do aniversário da mãe de Bernie Ecclestone. Eles não vão sossegar enquanto não nos deixarem chapados diante dos carros, bebendo cervejas e mastigando salsichas, desistindo de fazer contas e projeções, só esperando pela última volta. Mas ainda não chegamos lá. Voltemos.

A nova pontuação foi criada para valorizar a vitória, aumentando a diferença entre primeiro e segundo colocados. Mas, na medida em que o valor absoluto também aumenta (de 10 para 25, de 8 para 18), a diferença proporcional entre as duas posições não é tão significativamente maior. Se a mudança servir para aumentar o arrojo em busca da vitória, objetivo cumprido, não se fala mais nisso. A conferir.

Se os testes coletivos não fizeram soar os alarmes dos plantões jornalísticos, um dado novo chamou a atenção neste 2010 – a estreia das novas equipes. Times admitidos pela FIA no auge da discussão sobre o teto orçamentário deste ano. Times que acreditaram no conto da carochinha de 40 milhões de libras. Times que só faltam remendar seus carros com silver tape na falta de peças de reposição dignas. A diferença entre as equipes tradicionais e as “new comers” deve ser abissal. Situação à qual a maioria dos pilotos atuais não está habituada. Negociar ultrapassagens tendo mais retardatários pelo caminho pode ser um dado interessante para a platéia, e algo aterrorizante para alguns pilotos. Este dado não encobre o desmando na escolha dos novos times. Deixar fora equipes mais tradicionais e com estruturas prontas, como Lola ou Épsilon Euskadi, e escolher a natimorta USF1 apenas revela a política de terra arrasada que Max Mosley imprimiu a seus últimos momentos à frente da FIA.

Se a lógica da nova temporada for da continuidade, e não da ruptura, Red Bull, em ascensão no final da temporada, e Mercedes, seguindo a trilha da Brawn GP, iniciam 2010 como favoritas. É o que acha, por exemplo, Fernando Alonso, que cravou na Red Bull o favoritismo para o Bahrein. Sinceridade ou blefe? Talvez, apenas demonstração de inteligência.

Alonso está em lua de mel com a Ferrari. Em comum, além do sangue latino, equipe e piloto parecem querer esquecer a temporada passada, não sem motivos. A Ferrari não se importou em pagar para Kimi Raikkonen ir dar piruetas no Mundial de Rali. O preço para ter Alonso parecia sem limite. Contrato de cinco anos, motivação nas alturas, testes encorajadores na pré-temporada. Expectativa na estratosfera. Ao negar o próprio favoritismo, Alonso alivia-se da evidente pressão.

Na mesma linha segue Michael Schumacher. O heptacampeão abre mão da aposentadoria para voltar a pilotar pela Mercedes. É difícil imaginar que ele arriscaria seu prestígio e tempo por algo que não fosse certeza – ou, pelo menos, evidência – de sucesso. Mas Schumacher também prefere despir as vestes de favorito (e vestir aquelas camisas horrorosas, credo!).

A Red Bull, que parece o alvo preferencial quando as outras equipes buscam aliviar a própria pressão, não foge da raia. Christian Horner, o chefe do time, acha que a disputa pelo título será eletrizante e coloca sua equipe entre as favoritas. Sebastian Vettel, que terminou 2009 em rota ascendente, parece o pupilo pronto a desafiar o mestre compatriota e quem vier pela frente. E mesmo Mark Webber, que até o ano passado era pouco mais que um leão de treino, começou a cantar de galo neste ano, assinalando que a disputa na equipe dos energéticos pode ser tão acirrada quanto nos domínios da Ferrari, com Alonso e o fiel Felipe Massa, ou na McLaren, com Lewis Hamilton e Jenson Button.

A expectativa é das maiores. Quatro campeões mundiais na disputa, todos em equipes bem cotadas, outros postulantes a campeão com chances reais, um novo desafio a partir do fim do reabastecimento, novo sistema de pontuação, novas equipes embaralhando as posições ao longo da pista. No papel, a temporada de 2010 vai ser ótima. Basta que ninguém dispare a ganhar corridas de maneira inapelável como fez a Brawn em 2009. Basta, como reza a lenda acerca de Garrincha, combinar com o adversário.

Lito Cavalcanti, comentarista do SporTV

“Decidi montar minha opinião baseada nas muitas perguntas que colegas me têm feito. Vamos lá.

O que esperar dos quatro pilotos brasileiros? São expectativas diferentes. Do Felipe Massa, luta pelo título. Ele pode não ter ainda um título mundial em seu currículo, mas isso se deve apenas aos erros que a Ferrari cometeu em 2008, ano em que ele venceu seis etapas e foi batido por apenas um ponto pelo Lewis Hamilton.

Do Rubens Barrichello, alguns bons resultados e a recolocação da equipe Williams entre as quatro primeiras. É um ambiente familiar ao qual Rubinho deve se adaptar à perfeição. Experiente e determinado, ele se diz hoje na melhor forma física de sua carreira, que atinge agora o 18º ano. Além de experiente, é também muito rápido, e terá ao lado um novato que é visto como um futuro campeão mundial, o alemão Nico Hulkenberg. É sabido que quanto melhor é o companheiro de equipe, mais um piloto progride, já que cada um tem de acompanhar os resultados do outro ou perde status dentro do time.

Do Lucas di Grassi, não se pode esperar mais do que chegar ao fim de várias corridas, marcar alguns pontos (já que agora a zona de pontuação se estende até o 10º lugar) e fdazer o carro progredir. É extremamente bem visto como piloto de testes e tem como marca registrada a inteligência durante as corridas. Já mostrou certa precipitação quando se sente pressionado, tende a se envolver em batidas que poderiam ser evitadas. Mas o ganho gradativo de experiência vai ajudar.

Do Bruno, quase a mesma coisa: acumular experiência. Igualmente inteligente, tem estilo marcado pela agressividade. Mas, a exemplo do Lucas, suas possibilidades estão limitadas pelo carro, novo, e pelas restrições financeiras da equipe. Será um ano de aprendizagem, mas ele já mostrou que aprende depressa.

Espero que tanto ele quanto o Lucas saibam aproveitar o fato de ter outros dois brasileiros de destaque na pista, o que tira deles o foco do grande público brasileiro, que tende a analisar automobilismo com muita paixão e nem tanto conhecimento.

Até que ponto a volta de Schumacher é boa tanto para a categoria quanto para ele mesmo? Para a categoria é um presente do céu. A F1 vem de um período em que o mais das vezes em que chegava às manchetes era por razões não muito dignificantes, escândalo atrás de escândalo: espionagem, sadomasoquismo, batidas voluntárias e pilotos mentindo descaradamente para os comissários. A volta do maior nome do automobilismo nos últimos anos, se não chega a varrer a sujeira para baixo do tapete, pelo menos a abafa e traz outro tipo de expectativa para as corridas. Um maior número de expectadores vai acompanhar as corridas para ver como o velho campeão vai lidar com o ataque das novas estrelas.

Acho que esta volta também é boa para ele. Schummy deixou a F1 por circunstâncias alheias à sua vontade, foi quase expelido da Ferrari para dar lugar ao Kimi Raikkonnen. O impulso competitivo ainda era forte, e por isso se meteu em corridas de moto, sofrendo um acidente que poderia lhe ter custado muitíssimo caro, e nunca rejeitou a chance de fazer suas corridinhas de kart, que são bem menos recreativas do que se imagina. Surgiu a chance de voltar a correr com o Ross Brawn, a única oferta que ele aceitaria, e ele pegou. Pena para o Nico Rosberg, que foi para a equipe a fim de se lançar definitivamente como piloto de primeira linha e já pé quase um fantasma na F1, absolutamente invisível. E olha que saiu do teste foinal da prétemporada, em Barcelona, com tempo melhor que o do Schummy. Mas quase ninguém notou. E quem notou não levou a sério.

Poderemos ter uma surpresa nas escuderias, como foi a Brawn em 2009? Surpresas como a da Brawn não se repetirão tão cedo, talvez nunca mais. Ela ocorreu porque a sucessora da desastrada equipe Honda chegou quando as duas dominadoras, McLaren e Ferrari, ainda tinham de curar a ressaca da intensa disputa pelo título de 2008, que se estendeu até a última etapa. Como se não bastasse, a Brawn ainda se beneficiou da controvertida decisão da FIA, absolutamente política, de declarar legal o difusor duplo, uma clara distorção do espírito do regulamento. Mesmo assim, se é obrigado a reconhecer que o carro da Brawn era ótimo, mas não tanto quanto o da Red Bull.

Podem sim surgir surpresas, mas em tom menor do que a Brawn em 2009. As principais candidatas são a Sauber, que gasta os pneus bem menos do que as demais. A outra candidata a surpresa é a Force India, que parece ter adquirido um nível mais alto de consistência. Mas seus resultados podem ser prejudicados pela discutível decisão de dar ao piloto reserva, o inglês Paul Di Resta, a chance de guiar na primeira sessão de treinos livres de cada GP. Di Resta sem dúvida ganhará experiência e conhecimento valiosos, mas os pilotos oficiais Adrian Sutil e Vitantonio Liuzzi (cada um cede seu carro em GPs alternados) perderão a utilíssima um hora e meia do primeiro treino livre.

Luciano Burti, comentarista da TV Globo

“A temporada 2010 tem tudo para ser muito emocionante. O motivo é que as principais equipes (Ferrari, McLaren, Red Bull e Mercedes) mostraram muito equilíbrio na pré-temporada e esses carros têm seis pilotos que estão sempre entre os favoritos (Schumacher, Alonso, Massa, Vettel, Hamilton e Button). As novas regras foram introduzidas para melhorar o espetáculo dentro da pista: Menos pressão aerodinâmica para carros serem menos prejudicados na tentativa de ultrapassagem, pneus slick para ajudar a aderência, independente da pressão aerodinâmica, e agora fim do reabastecimento para acabar com aquele ‘papo’ de esperar o pitstop para conseguir a ultrapassagem. Agora o tempo de parada será muito parecido entre todos, então mais chances de ultrapassagens na pista”.

Celso Miranda, comentarista da Band e blogueiro do Tazio

“Quem gosta de automobilismo vai reaprender várias coisas da história. O fato de não parar para reabastecer durante as corridas, andando com o carro pesado, dará uma condição boa para ver como os pilotos se adaptam, e veremos que eles são melhores que a gente imagina. Eles se adaptam muito rapidamente. Dificil, é, teremos uma ou outra dificudade, mas eles se adaptam em dois treinos. Eles estão em um patamar de competição e nivelados de um jeito que podemos ver dez, oito pilotos disputando vitória, assim como na Indy. Pilotos, equipes e equipamento para isso existem, é inédito. Nos últimos dez anos, não vimos isso. Quem viu a geracao final de Senna e a era Schumacher viu uma briga restrita a dois, três pilotos. Este é um ano imperdível. Tem todos os detalhes; quem puder ir nas provas, acompanhar sites… Em todos os níveis teremos novidades. Ultimamente é só fofoca; tal cara brigou, o outro bebe demais… O desafio Massa e Alonso é um caso a parte. O Massa é um “filho da mãe” que conseguiu superar todos os desafios que enfrentou e passou por tudo. Estreou mal, foi sacado pela equipe, virou piloto de testes, voltou melhor ainda e sobreviveu a um grave acidente. Esse é o ano em que ele vai entrar no time dos “malvados”. Bom a gente sabe que ele é, mas vai entrar no time dos malvados. Já Schumacher, do jeito que decidiu voltar, está no bolso, aposto nele de qualquer jeito”.

[Fonte: tazio.uol.com.br] - Autor: Da Redação - Foto: Google
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