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Incertezas com novas equipes marcam a pré-temporada da Fórmula 1 em 2010

Incertezas com novas equipes marcam a pré-temporada da Fórmula 1 em 2010
USF1 e Hispania sofrem com problemas financeiros; americanos desistem e time espanhol é vendido; limitação dos testes também atrapalha estreantes.

Em 2010, a pré-temporada da Fórmula 1 foi marcada por dias de incerteza causados principalmente por duas das quatro equipes que estreariam nesta temporada. Escolhidas pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) em uma concorrência no ano passado, mas sem dinheiro, USF1 e Campos não sabiam se participariam do campeonato e o grid de 26 vagas poderia ter apenas 22 carros confirmados.

A Campos conseguiu se reerguer após a aquisição pelo empresário José Ramón Carabante e mudou de nome para Hispania. Bruno Senna e Karun Chandhok foram confirmados como seus pilotos. Já a USF1 não teve tanta sorte. Ken Anderson, chefe do time, anunciou no início de março que não participaria da temporada 2010. A FIA resolveu não substituir os americanos e frustrou os planos da Stefan GP, um dos times preteridos na concorrência em 2009, que havia comprado os carros de 2010 da Toyota.

Para Rodrigo Mattar, comentarista do SporTV e do blog A Mil por Hora, a confusa escolha dos times e os critérios equivocados da FIA foram os responsáveis pelos dias de incerteza na pré-temporada da Fórmula 1 em 2010.

O problema da Hispania talvez tenha sido o menor dos males. A grande questão foi a ingerência da FIA, com critérios duvidosos na escolha das novas equipes. Ela deixou muita gente séria de fora, como a Lola, a Prodrive de David Richards e a Epsilon Euskadi do Joan Villadelprat, todas com histórico no automobilismo e estrutura. A USF1, por exemplo, não tinha condições de colocar um carro na pista – diz Mattar.

Lito Cavalcanti, comentarista do SporTV, discorda desta visão. Para ele, as incertezas em uma temporada da Fórmula 1 sempre aconteceram. A mudança se deu na forma, já que até a década de 1990, as inscrições eram ilimitadas e com valor mais baixo. Só que nem sempre as equipes conseguiam completar uma temporada.

Não vejo esta situação como nada novo. Essas incertezas sempre existiram na Fórmula 1, o que mudou foi o momento em que elas aconteciam. Antes, a categoria permitia a entrada de mais equipes, mas nem todas duravam. A partir do momento em que isto começou a ser limitado, a admissão ficou mais complicada. Muitos times já anunciaram suas entradas e não conseguiram. É claro que entram nuances políticas na escolha pela FIA, mas não vejo certo nem errado. É normal isso acontecer.

 Já Lotus e Manor, as outras duas equipes escolhidas pela FIA, conseguiram aprontar seus carros para os testes de pré-temporada, mas sofreram com a limitação dos testes pelo regulamento da Fórmula 1. Com isso, elas ficaram muito atrás dos times mais experientes.

O mau desempenho é até compreensível. Elas tiveram menos de um ano de preparação e planejamento para colocar seus carros na pista. O regulamento, que permite apenas quatro sessões de testes coletivos antes da temporada, colaborou para os problemas. É claro que elas podem recuperar um pouco do terreno ao longo do ano. Só que se os times já estão estabelecidos trabalharem melhor a diferença pode ficar ainda maior – afirma Mattar.

[Fonte: globoesporte.globo.com] - Autor: Rafael Lopes - Foto: Google
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