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Estou no pico da minha performance – diz Rubens

Em entrevista exclusiva ao Tazio, piloto da Williams analisa pré-temporada

Prestes a iniciar sua 18ª temporada, Rubens Barrichello estreará no Bahrein em sua sexta equipe na F-1.

O piloto que mais disputou corridas na categoria acredita que o trabalho na Williams foi muito bem feito até agora, apesar de dizer que a adaptação completa no time de Grove deverá ocorrer ao longo da temporada.

O duas vezes vice-campeão mundial alega que aos 37 anos está no pico de sua performance e, mesmo sendo o piloto mais experiente que já correu na Fórmula 1, ainda acha que é possível aprender a todo o instante e não diz ter nenhum arrependimento em sua carreira.

Confira a entrevista:

Estamos no final da pré-temporada. Como você analisa o trabalho feito neste inverno?

Foi um trabalho muito bem feito até agora pela equipe. Fizemos não só os testes de durabilidade, mas de apresentação minha com o carro. Foram testes que eu fiz muita entrada e saída de box, pitstop, mexi no volante, as funções todas. Eles fizeram com que eu me sentisse muito ágil dentro do carro. A posição de banco não é aquela que eu desejava ter, mas é normal nesse princípio ter uma situação dessas. Mas, de resto, eu estou muito feliz. Foi um avanço bom em termos de durabilidade do carro e também de velocidade. Acho que, de Valência para cá, a gente melhorou pelo menos 1s.

Em quais pontos você acha que ainda precisa se adaptar na Williams?

Pra falar a verdade, a gente andou muito, mas não teve a chance de [testar] set-up. Sempre fazendo long distance, andando bastante. Eu acho que eu ainda vou aprender muito do carro em termos de set-up durante a temporada. Logicamente, cada pista vai requerer um set-up especial, então isso será diferente, mas acho que é nisso que ainda falta um gostinho bom que vai chegar com a corrida.

Seu ex-engenheiro de corridas, Jock Clear, disse que Villeneuve ainda pode ser competitivo na Fórmula 1, já que você, que tem mais ou menos a mesma idade do canadense, ainda tem bons desempenhos. Em termos de idade, qual você acha que é o limite do piloto?

O limite do piloto é quando ele reconhece que ele já não consegue tirar a velocidade do carro. Até agora, graças a Deus, não chegou na minha porta. Fisicamente, eu acredito que muito provavelmente a lei da vida diz que aos 25 você está melhor do que aos 37, mas, dentro do carro, eu estou calejado com os problemas que tive no passado. Me sinto muito bem. Hoje, estou no pico da minha performance.

Você é o piloto com mais corridas disputadas na Fórmula 1, de modo que você teria muito a ensinar aos pilotos mais jovens. Mas o que você acha que você pode aprender com eles?

A lição da vida é que você tem que ser humilde o bastante para aprender em momento integral. Eu não fiquei um dia a mais em Valência porque simplesmente eu gosto de Valência. Eu fiquei lá porque eu queria entender como trabalha o meu companheiro de equipe e tentar entender outras coisas pra saber se tinha coisas pra aprender. Você sempre aprende. Em relação a todos os comentários que ele fez, eu tenho tudo ao pé da letra. Eu não chego no Bahrein sem saber o que esperar, eu tenho na cabeça mais ou menos do que esperar. E, na pista, você aprende bastante dos pilotos, também. Mudam certas coisas, um Alonso muito local em Jerez você fica de olho no que o cara tá fazendo, enfim. O importante é ter essa humildade e saber que você aprende o dia todo.

Após 18 anos na Fórmula 1, você se arrepende de alguma coisa no que diz respeito à negociações com equipes? Teria algo que você faria diferente?

Eu acho que a vida foi feita para um aprendizado, não é simplesmente só a velocidade, ou só a durabilidade, ou só as decisões. É o aprendizado em cima dos erros que tiveram. Eu sou uma pessoa realizada nesse sentido. Eu continuei como o meu pai sempre pediu, com a humildade que ele sempre pediu, sempre procurei melhorar. E acredito que, ao entrar na minha 18ª etapa na Fórmula 1, eu ainda estou aprendendo e de mãos erguidas ao céu pelas temporadas. Ano passado eu quase não guiei e voltei num carro ultra competitivo que me deu a chance de estar no Williams que eu estou hoje. Então, não me arrependo de nada. Faria tudo de novo da mesma forma.

[Fonte: tazio.uol.com.br] - Autor: Da Redação - Foto: Google
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