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Que se fundam

Peter Windsor (USF1) e Zoran Stefanovic (Stefan GP)

No fim das contas, é capaz que sobrevivam todos. Quando você estiver lendo este texto, é possível que já tenha sido anunciada uma improvável fusão entre uma equipe americana e outra sérvia. Isso porque a união com os espanhóis, especulada no meio da semana, não deu certo.

É a solução que se avizinha para os fracassos de USF1 e Campos-Meta, somados às ambições da Stefan GP. São duas das quatro escolhidas pela FIA no ano passado para engordar o número de participantes do campeonato, diante das iminentes saídas de Toyota, BMW e Renault, que acabaram se confirmando — no caso da Renault, parcialmente, já que a estrutura de corridas foi comprada por um fundo de investimentos que manteve o nome da montadora francesa. A terceira quer entrar, mas ainda não deixaram.

Nem USF1, nem Campos foram capazes de conseguir financiamento e patrocinadores para uma empreitada que é mais difícil do que se imagina. A menos de um mês da abertura da temporada, não há nada nas duas fábricas, uma na Espanha e outra nos EUA, além de projetos nos computadores e dois contratos com pilotos sul-americanos — José Maria López e Bruno Senna.

Diante da possibilidade concreta de um vexame, os homens que mandam na categoria resolveram juntar as duas. Não funcionou, mas agora se fala que a Campos pode sobreviver com seu novo dono, o ex-sócio de Adrián Campos, e que a Dallara vai finalizar os carros. E a fusão pode acontecer, no fim das contas, entre USF1 e Stefan, já que a segunda, ao menos, tem carros — comprados da Toyota.

Bruno já tem até um companheiro escolhido, o indiano endinheirado Karun Chandok, também egresso da GP2, assim como o primeiro-sobrinho. Vem bem a calhar. Bernie Ecclestone quer um GP na Índia em breve. É o tipo de mercado que ele adora: emergente e populoso. Na USF1 unida com a Stefan, os pilotos seriam Jacques Villeneuve e Kazuki Nakajima. Quem dançaria, nessa, seria López, de quem a USF1 já arrancou alguma grana, via governo da Argentina. Imagina-se que a verba será devolvida.

Boa sorte para todos. É tudo que dá para desejar. Porque se saírem do papel nesse tempo recorde, até 12 de março, quando começam os treinos no deserto de Sakhir, a equipe sérvio-americana e o time espanhol vão para a corrida de abertura do Mundial sem nenhum teste. Nadica de nada. Com alguma fortuna, os carros saem do lugar. Com mais ainda, não atrapalham ninguém. O que seria um milagre.

[Fonte: espnbrasil.terra.com.br] - Autor: Flávio Gomes - Foto: Google
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