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Os persistentes problemas do Mercedes MGP W01

Já poucos duvidam que a Ferrari e a McLaren são as duas equipas que a pouco e pouco se estão a destacar das outras…Mercedes incluída.

Apesar de não ter graves problemas para resolver, a equipa de Schumacher, Rosberg e Brawn tem ainda pequenos e persistentes problemas de fiabilidade, para além de uma subviragem excessiva no seu monolugar, que estão a dar trabalho para resolver. Com mais alguns dias de testes pela frente, agora em Barcelona, a equipa alemã tenta encurtar distâncias. Esta semana em Jerez, o Mercedes MGP W01 já se mostrou mais fiável, mas ainda não chegou lá.

Bem que Ross Brawn já tinha avisado que não iria ser fácil para a sua equipa repetir o sensacional início de temporada que protagonizou em 2009. Ao fim e ao cabo as equipas tradicionalmente mais fortes – Ferrari e McLaren – já tinham tido tempo de perceber os novos regulamentos técnicos e a Red Bull tinha acabado o ano passado em melhor forma que a equipa de Brackley.

A chegada de Michael Schumacher levou a que o optimismo se apoderasse dos adeptos da Mercedes, mas se o alemão é um trabalhador incansável e dos mais dotados na análise técnica junto dos engenheiros, a verdade é que está a trabalhar com gente que não conhecia há pouco mais de um mês – Ross Brawn já tem um envolvimento limitado na gestão em pista – e esse processo de aprendizagem não está a ajudar a equipa a resolver os problemas com que nasceu o MGP W01.

Frente sem aderência

Se em Valência as características da pista tinham disfarçado um pouco os problemas do MGP W01, em Jerez de la Frontera, traçado mais exigente, a dificuldade de inserção da frente do Mercedes nas curvas mais lentas ficou bem à vista.

Nico Rosberg, que tem estilo de pilotagem agressivo, mas que exige mais da traseira do carro do que da frente, parece ter menos problemas do que Schumacher para atacar, mas o veterano alemão não está ainda a conseguir ter o carro como mais gosta: com a frente presa ao asfalto para controlar a traseira com o acelerador.

Tivemos oportunidade de seguir parte dos primeiros testes de Jerez a observar os carros em pista na companhia de Felipe Massa – que enquanto Alonso estava ao volante do F10 foi vendo como estava a concorrência – e o brasileiro, que conhece como poucos a pilotagem de Schumacher, cedo percebeu as dificuldades que o seu amigo estava a enfrentar: Não conseguem ter uma frente forte e, por isso, ele está com muita subviragem.

Degradação excessiva

Consequência directa deste comportamento do carro é a degradação excessiva dos pneus da frente do MGP W01 nas séries de voltas mais longas. Enquanto Alonso efectuou uma série de 48 voltas que iniciou na casa de 1m23s, passou 27 voltas entre 1m24s e 1m25s, mas acabou por chegar a 1m21,9s na sua última volta lançada, Schumacher, que testava com pneus idênticos aos do espanhol e na mesma altura, fez uma série de 40 voltas sempre na casa de 1m24s sem poder melhorar nas últimas voltas quando tinha o carro bem mais leve, pois os pneus estavam demasiado desgastados, como pudemos ver quando regressou às boxes.

Entretanto, esta semana, resolvidos que foram alguns problemas com o carro, outros surgiram. Saiba mais na edição de terça-feira da revista AutoSport.

[Fonte: autosport.aeiou.pt] - Autor: Autosport PT - Foto: Daylife
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