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[Vídeo-Audio] Ouça Di Grassi: “Virgin tem muitos anos pela frente”

Brasileiro da Virgin fala sobre as expectativas em relação ao VR-01 em 2010

O brasileiro Lucas di Grassi, participou nesta quarta-feira do lançamento do VR-01, carro com o qual a Virgin disputará sua primeira temporada na F-1, mostrou-se otimista ao ver pela primeira vez o monoposto da equipe inglesa.

Em uma conversa exclusiva com o Tazio, Di Grassi falou sobre suas expectativas, testes que a equipe realizará, dificuldades em relação às novas regras da F-1 e o quê o torcedor pode esperar dele em
seu ano de estreia na principal categoria do automobilismo.

A seguir, confira os principais tópicos da entrevista com Lucas di Grassi:

Emoção de ver o carro pronto

A gente só tinha visto o carro no computador, porque fizemos o desenvolvimento no simulador. Ver carro na frente, montado mesmo, é a primeira vez agora. Foi bem legal, acho que agora começa a ficar mais perto da estréia.

Primeiro teste com o VR-01 em Silverstone

Eu vou andar no carro nos próximos dias para fazer o shakedown. Estamos querendo colocá-lo na pista e ver a performance dele. É difícil saber como vai ser porque a gente ainda não andou com ele, mas sabemos que não vamos estar tão competitivos quanto as de ponta.

Ausência do túnel de vento na construção do carro

Toda equipe desenvolve o carro no CFD, de forma digital, mas aí passam pelo túnel de vento, enquanto o nosso foi desenvolvido 100% digital. Inclusive algumas partes a gente até testava no simulador para ver se era esse o caminho ou não, se era certo ou não antes de realmente começar a construção do carro.

Expectativas para os testes em Jerez de La Frontera

Acho que tem muito que evoluir, o carro ainda tem muito que melhorar durante o ano e é isso que a gente vai buscar, tentar chegar o mais perto possível das outras equipes. Devo andar na sexta-feira agora. O primeiro é Jerez, já na semana que vem junto com as outras equipes. O mais importante agora é testar a durabilidade do carro e de alguns componentes. Como o carro é inteirinho novo a gente precisa testar isso. Vamos ter uma ideia geral do balanço do carro, dos componentes que estão ali e depois ficar preocupado em performance e melhorar o carro.

A gente não está no ponto em que estão as equipes de ponta. Precisamos ter a segurança de que o carro foi bem construído e está tudo dentro do programa pra gente começar a pensar em performance.

Trabalho na Virgin e relacionamento com Timo Glock

Meu trabalho está sendo excelente, estou começando minha carreira na F-1, tenho que evoluir como piloto, aprender muito com a F-1 em si, então dá para aprendermos coisas juntos, dá para interagir mais com o projeto. Coloquei umas ideias que eu tive em alguns componentes do carro, pedais, dá para participar mais do projeto.

O relacionamento com o Glcok está sendo ótimo porque no momento temos interesses comuns em desenvolver o carro, melhorar a equipe. Depois, quando a gente estiver disputando corrida, posição, com certeza a gente vai brigar, mas por enquanto o nosso foco é no desenvolvimento do carro e na melhoria da equipe.

Crise nas equipes novas e metas da Virgin na F-1

A Virgin pretende não só disputar o campeonato inteiro como estar na F-1 por três ou cinco anos. O projeto é de longo prazo. Tudo foi calculado e feito para manter e continuar por médio a longo prazo. A gente não está com nenhuma preocupação, a equipe foi montada compacta, tem budget reduzido, mas a gente está seguro que a equipe tem vários anos pela frente.

Resultados dos testes em Valência

Eu não sei ao certo porque a gente está tão ocupado com o lançamento que não estamos observando muito, mas acompanhamos as notícias na internet e dá para ter uma ideia que as grandes com certeza estão fortes. Ouvi dizer também que a Red Bull está com um projeto agressivo. Acho que em Jerez vamos ter uma ideia melhor do que está acontecendo.

Nova regras na F-1 e o que muda de verdade

Como na GP2, você parando antes consegue uma performance melhor do que o cara da frente com pneu novo, mas depois você perde performance. Dá para fazer uma combinação de fatores de como vai estar a corrida. Sem dúvida muda a estratégia agora sem reabastecimento, inclusive, coisas que a gente fazia, como economizar combustível durante o safety car, agora é o oposto, você vai ter que gastar para aliviar o peso do carro.

Dá para experimentar no simulador, realmente o carro muda muito, até a marcha. O set up do carro com bastante combustível e pouco dá pra fazer muita coisa, dá para saber qual equipe está bem na classificação e na corrida. É um processo grande de adaptação no processo de pilotagem. O carro tem que ser bom em vários aspectos.

[Fonte: tazio.uol.com.br]
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